Economia desacelera e piora perspectiva ao setor escolar

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A Greve dos caminhoneiros tirou da rota frágil que o país traçava de crescimento, a fala parece exagerada, mas quando vemos os dados dos prejuízos diretos e indiretos dos 10 dias de paralização é assustador. Mas a perda foi maior do ponto de vista de credibilidade e confiança, sem ambas o brasileiro e o investidor estrangeiro voltam a sombra eterna da crise e instabilidade generalizada, maior prova disto foi vista no mercado financeiro, com a perda de mais de 180 bilhões em valor de marcado da PETROBRAS.

O setor escolar tem uma virtude que se torna um problema gigantesco, a previsibilidade das receitas e despesas de modo anual, digo isto pois ao passo que é mais fácil suportar crises quando se garante suas matrículas, um eventual rombo financeiro ou prejuízo leva anos para chegar ao colapso, muitas vezes irreversível.

O que vemos hoje são diversas escolas passando por problemas graves no seu fluxo financeiro, pagando menos impostos, devendo fornecedores e se expondo a fiscalizações fiscais e trabalhistas, que a cada dia cercam mais o empresário e amplia os riscos da sonegação a níveis impressionantes.

O ano de 2018 será o ano que determinará a queda ou sobrevivência de muitas empresas, em especial instituições de ensino, as matrículas 2019 serão fundamentais num momento em que a economia ainda não da sinais de retomada, mantendo milhões de crianças fora do mercado privado e pais de alunos sujeitos a cortar custos.

Na Crise é que se cresce

Em São Paulo o que percebo é um “pipoco” de novas escolas, já perceberam?

Na crise surgem novas ideias, oportunidades de aluguéis menores, de gestão mais enxuta e sócios empenhados, o resultado são novas escolas com preços competitivos, infraestrutura invejável e proposta ousada.

No outro extremo ainda vemos gestores mais experientes cometendo vícios de décadas, falhando no marketing, na digitalização e modernização da empresa, falta de recursos e investimentos em melhorias e teimosia, que é a principais características de muitos, de aderir ao novo e não perder mercado para ele.

Infelizmente o mercado precisa se contentar e ter como objetivo principal a manutenção de seu número atual de alunos, aqueles que crescerem estão de parabéns, fazem parte dos 10% ou 15% que estão no caminho certo.

E qual caminho é este afinal? Marketing inteligente, infraestrutura, planejamento financeiro rigoroso, controle orçamentário e planejamento tributário, este último crucial depois da mudança do SIMPLES NACIONAL e suas regras.

O reajuste 2018/2019 deve caminhar novamente para 4% a 7%, e dessa vez os pais não aceitaram reajustes de dois dígitos como muitos fizeram ao fim de 2017.

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