Escolas Particulares de São Paulo lidam com a instabilidade econômica e reajustes de mensalidades já alcançam os 8% para 2019

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Embora cada instituição tenha sua própria análise financeira e realidade singular, os números e projeções econômicas mudaram bem nos últimos meses, impactados pela greve dos caminhoneiros e indefinição das eleições presidenciais.

Alguns colégios nossos clientes estão lançando suas matrículas já em agosto/setembro. O Instituto Educacional Portinari, que fica no Campo Limpo reajustará 7,94% na média seus cursos, “Fizemos um estudo detalhado de custos e de investimentos projetados para chegarmos ao número mais equilibrado” afirma a Diretora do colégio Ana Paula Oliveira.

O mesmo caminho está sendo adotado pela Greenbook School, no Brooklin, onde a análise financeira das matrículas a serem lançadas em setembro deve seguir realidade similar, “Nós estamos acompanhando desde maio nossos números e dados econômicos para tomar a decisão”, afirmou a mantenedora da instituição.

Entre 28 escolas consultadas no Estado de São Paulo, 15 já definiram seus preços e reajustes que aparecem entre 5,81% e 10,22% nos extremos apurados, o que é comum pois cada instituição, região e público tem variações inflacionárias diferentes.

A inflação acelerou em consequência da greve dos caminhoneiros nos meses seguintes a manifestação, hoje segundo consta no Valor Econômico, acumulado em 2018 até julho, o IPCA está em 2,94%, com previsão segundo economistas do mercado para fechar 2018 com 4,2% ante os 3,6% divulgado em março pelo IPEA. Em maio soltamos matéria projetando que poderíamos ter reajustes na casa dos 5% antes dos fatos citados, o cenário mudou.

Grande parte das instituições de ensino abre o processo de matrículas entre agosto e setembro, a recomendação atual é aguardar o máximo possível, dentro dos limites comerciais, para captar o melhor momento das eleições. Outro fator importante é a reunião de mantenedores de seu sindicato, como dos Sindicatos Das Escolas (SIEEESP), que ocorrerá em setembro deste ano, e trará maior aprofundamento de dados aos mantenedores.

Eleições

As últimas pesquisas presidenciais apontam Jair Bolsonaro no segundo turno e uma indefinição do segundo posto, isto sem contar com a tragédia grega do preso condenado ex-Presidente Lula, que até a presente data ainda estava registrado como candidato oficial do PT. Essa agitada disputa está deixando investidores e o mercado financeiro de cabelo em pé, pois não só está em aberto o resultado, como os extremos estão acalorados, e é inevitável que o que sobrar desse caldo afete diretamente, positiva ou negativamente, a situação das escolas particulares.

A Planilha de Custos

Cada escola deve ter sua própria planilha, tanto por aspectos legais quanto pela responsabilidade financeira de não errar no reajuste, uma escola pode ter reajuste de 5% a 15% da anuidade completamente dentro da Lei, desde que haja justificativa plausível para tanto.

Essa justificativa já é cobrada por PROCONs de várias cidades, SANTOS, no litoral paulista, tornou obrigatória a apresentação da planilha de custos ao escritório regional do PROCON, usando a LEI 9870/99 como instrumento de fiscalização ativa por parte do órgão.

A Lei 9.870/99 obriga as escolas particulares a realizar comprovação de seu índice de reajuste de mensalidade, uma planilha de custos ou análise financeira feita com base em toda estrutura de custos e alunos da escola, e em seus demonstrativos contábeis e fiscais.

Como é feita a análise financeira de precificação?

Em resumo, a análise financeira faz um levantamento médio de todas as despesas da empresa, como folha de pagamento, impostos, aluguel, material de escritório, água, luz, telefone etc.
O total destas despesas deverá ser distribuído ou rateado por nível de ensino, a fim de alocar as despesas correspondentes em cada ano acadêmico com a finalidade de se obter o custo daquele curso ao longo do ano.

É preciso saber projetar o valor da inflação prevista para 2018 nas despesas, e os índices de reajustes salariais dos professores e auxiliares em 2019, ponderando ainda parte do reajuste salarial aplicado neste ano, pois tanto a variação de preços das despesas, quanto de salários, fará parte do seu orçamento ano que vem.

As consequências de não efetuar um trabalho bem feito são graves, pensando apenas sob a ótica comercial, “errar” o preço para cima, passará a impressão de um serviço caro pelo que oferece, e resultará na possível perda de alunos, “errar” para baixo, causará um ano inteiro de prejuízo, sem nenhuma possibilidade de corrigir a trajetória.

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Alan Barbosa

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